Conteúdo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para o Meeting Comex 2026
Maior economia de Santa Catarina, Joinville combina força industrial, localização estratégica e políticas públicas voltadas à competitividade, à atração de investimentos e à ampliação de suas conexões com os mercados internacionais.
Em Joinville construiu sua trajetória econômica sobre uma forte cultura industrial e empreendedora. Hoje, essa vocação se traduz em uma economia diversificada, formada por grandes empresas, cadeias produtivas consolidadas, fornecedores especializados, pequenos negócios e um ecossistema conectado à inovação e ao mercado internacional.
Com Produto Interno Bruto de R$ 49,8 bilhões, Joinville é a maior economia de Santa Catarina, a terceira maior da região Sul e ocupa a 28ª posição entre as maiores economias municipais brasileiras.
Essa dimensão também aparece no comércio exterior. Em 2025, o município movimentou US$ 5,76 bilhões no comércio exterior, sendo US$ 1,3 bilhão em exportações e US$ 4,46 bilhões em importações. Já em 2026, até julho, as exportações somam US$ 695,55 milhões e as importações US$ 3 bilhões.
Mais do que fluxos comerciais, esses números demonstram a integração da economia joinvilense às cadeias globais de produção. A indústria local importa matérias-primas, insumos e componentes, agrega tecnologia, conhecimento e valor e transforma essa base produtiva em bens e soluções destinados ao mercado brasileiro e internacional.
Em 2026, partes de motores, com US$ 188,83 milhões, lideram as exportações do município. Nas importações, destaca-se o cobre refinado, com US$ 484,66 milhões, indicadores que refletem a complexidade e a escala da atividade industrial instalada na cidade.
Logística como política de desenvolvimento
A posição geográfica é uma das principais vantagens competitivas de Joinville. Localizada em um dos corredores econômicos mais relevantes do Sul do Brasil, a cidade está integrada à BR-101 e próxima à BR-280, além de estar posicionada em uma região atendida por importantes estruturas portuárias e aeroportuárias, como. São Francisco do Sul, Itapoá, Itajaí, Navegantes e Paranaguá, proporcionando diferentes alternativas para operações de importação e exportação.
Mas localização, por si só, não é suficiente. É preciso transformá-la em competitividade. Por isso, a Prefeitura de Joinville reduziu de 5% para 2% a alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) incidente sobre atividades relacionadas à prestação de serviços de logística. A medida, sancionada em 2025, busca fortalecer as empresas já instaladas e tornar o município mais competitivo para a atração de novos empreendimentos do setor.
A iniciativa está alinhada ao Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico Municipal (PEDEM), que coloca a logística entre os cinco eixos prioritários para o desenvolvimento de Joinville nos próximos anos.
Na mesma direção, a Área de Expansão Urbana Sul, com aproximadamente 32 quilômetros quadrados, amplia as possibilidades para novos investimentos. Nessa região está projetado o Polo Intermodal Babitonga, pensado a partir da conexão de Joinville com rodovias, portos, aeroportos e demais estruturas logísticas regionais.
É planejamento público transformando uma vantagem geográfica em oportunidade econômica.
Novos mercados em um cenário global de transformação
O comércio internacional vive um período de profundas mudanças. Novos acordos comerciais ampliam oportunidades enquanto medidas protecionistas e disputas tarifárias exigem das empresas capacidade de adaptação e diversificação de mercados.
Nesse cenário, o Acordo entre Mercosul e União Europeia representa uma oportunidade relevante. Assinado em janeiro de 2026, o acordo criou uma das maiores zonas comerciais do mundo, reunindo um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas. Desde 1º de maio, seu componente comercial passou a ser aplicado provisoriamente, iniciando cronogramas de redução tarifária e ampliando as possibilidades de acesso entre os dois blocos.
Para uma economia industrial e integrada ao comércio exterior como Joinville, esse novo ambiente abre perspectivas para exportações, investimentos, tecnologia, cooperação empresarial e inserção em novas cadeias produtivas.
Ao mesmo tempo, recentes medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos, incluindo a imposição em 2026 de tarifas adicionais de 25% sobre determinados produtos brasileiros, evidenciam a necessidade de empresas e territórios ampliarem sua capacidade de adaptação e diversificarem suas relações comerciais.
Para Joinville, esse cenário reforça uma diretriz estratégica: aproximar a cidade de diferentes mercados e construir novas pontes para o desenvolvimento econômico.
Joinville abre portas para o mundo
É com esse objetivo que a Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, vem intensificando sua atuação de promoção econômica e relacionamento internacional.
Representantes da Secretaria realizam agendas institucionais para apresentar as potencialidades econômicas de Joinville e estreitar relações com importantes câmaras bilaterais de comércio.
Os encontros buscam abrir canais permanentes de relacionamento, identificar oportunidades de cooperação, prospectar investimentos e apresentar projetos e áreas estratégicas do município.
Essa aproximação faz parte de uma política que busca posicionar Joinville como parceira de empresas e instituições interessadas no Brasil, estimular missões empresariais, facilitar conexões com investidores e aproximar o setor produtivo local de novas oportunidades internacionais.
A atuação do poder público municipal não substitui o protagonismo das empresas. Ela cria pontes.
Preparada para o próximo ciclo
A competitividade de Joinville resulta da combinação entre uma indústria consolidada, capacidade empreendedora, localização logística privilegiada, inovação e planejamento de longo prazo.
Mas existe também uma escolha política: criar um ambiente no qual empresas encontrem condições para investir, produzir, crescer e acessar novos mercados.
Reduzir custos para o setor logístico, preparar novas áreas para investimentos, planejar infraestrutura e aproximar Joinville de instituições e mercados internacionais fazem parte dessa estratégia.
Em um mundo no qual cadeias produtivas, acordos comerciais e relações entre países se transformam cada vez mais rapidamente, Joinville trabalha para permanecer competitiva, ampliar suas conexões e transformar oportunidades globais em desenvolvimento local.
Joinville está conectada ao mundo e preparada para o próximo ciclo de crescimento.

