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Portonave alcança 96% de conclusão da obra que ampliará a capacidade para 2 milhões de TEUs por ano

Conteúdo da Portonave para o Meeting Comex 2026

Terminal de Navegantes investe mais de R$ 2 bilhões em modernização, com adequação do cais e aquisição de equipamentos 100% elétricos. Mesmo com o cais parcialmente interditado, a movimentação cresceu 23% até agosto de 2026.

A Portonave, terminal portuário de Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, está a poucos meses de concluir o maior ciclo de investimentos de sua história. São mais de R$ 2 bilhões aplicados na Obra de Adequação do Cais e na aquisição de equipamentos elétricos, que elevarão a capacidade instalada do Terminal de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs por ano.

Iniciada em janeiro de 2024, a obra do cais é a maior intervenção de infraestrutura realizada pela companhia desde o início de suas operações, em 2007. Com investimento superior a R$ 1,5 bilhão, o projeto entregará 900 metros de cais renovados. A primeira fase foi concluída em outubro de 2025. Em 18 de agosto de 2026, a liberação de mais 250 metros elevou a área operacional para 700 metros de cais e permitiu novamente a atracação simultânea de dois navios. Ao final de agosto, a execução da obra havia atingido 96%, com conclusão prevista para o último trimestre deste ano, quando a Portonave voltará a receber até três navios simultaneamente.

Preparado para os maiores porta-contêineres do mundo

O cais renovado foi dimensionado para receber embarcações de até 400 metros de comprimento e 17 metros de calado, da classe ULCV (Ultra Large Container Vessel). Esses navios concentram um volume maior de carga por escala, aumentando a eficiência operacional e reduzindo o custo logístico por contêiner. A operação dessas embarcações, no entanto, também depende da adequação do canal de acesso e da bacia de evolução, estruturas compartilhadas com o Porto de Itajaí.

Nesse sentido, houve um avanço importante. Em maio de 2026, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a concessão da manutenção do canal à iniciativa privada por 25 anos, prevendo investimentos de cerca de R$ 350 milhões e o aprofundamento para até 16 metros. O leilão deve ocorrer ainda este ano.

Operação cresce mesmo durante as obras

Mesmo com parte do cais interditada, a Portonave manteve o ritmo operacional. Até 31 de agosto, o Terminal movimentou 868.427 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), volume 23% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Naquele ano, a movimentação totalizou 1,1 milhão de TEUs em 480 escalas. Em abril, a Portonave alcançou a marca de 15 milhões de TEUs movimentados desde o início de suas operações, um feito inédito entre os terminais catarinenses.

Por Navegantes passam 9% de todos os contêineres cheios de longo curso movimentados no Brasil e 37% do volume registrado em Santa Catarina, segundo a Datamar. Atualmente, a companhia ocupa a quarta posição no ranking nacional desse segmento. Antes das obras, figurava em segundo lugar, posição que pretende retomar com a ampliação da capacidade operacional. A Portonave também registrou, em 2025, a maior produtividade do país, com média de 114 movimentos por hora, de acordo com a ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Frota 100% elétrica

Dos mais de R$ 2 bilhões investidos pela Portonave, cerca de R$ 500 milhões são destinados à aquisição de novos equipamentos, todos elétricos. Em julho, chegaram 14 guindastes de pátio elétricos (e-RTGs), fabricados pela Konecranes. Nas próximas semanas, o Terminal deve receber dois guindastes de cais e-STS, da ZPMC, capazes de movimentar até 100 toneladas a 55 metros de altura. Serão os primeiros equipamentos desse porte em operação no Brasil. Até janeiro de 2027, também entrarão em operação 30 e-Terminal Tractors e cinco Reach Stackers elétricas.

A eletrificação da frota faz parte de uma estratégia iniciada há quase uma década. Em 2016, a Portonave converteu 18 RTGs movidos a diesel para energia elétrica, reduzindo em 96,5% a emissão de poluentes desses equipamentos. Os novos Terminal Tractors e Reach Stackers devem reduzir as emissões de gases de efeito estufa em cerca de 30% e 80%, respectivamente. A obra de adequação do cais também prepara o Terminal para a futura implantação do sistema de shore power, tecnologia que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados, eliminando a necessidade de queima de combustível durante a permanência no porto. A empresa possui o selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol.

O impacto dos investimentos vai além da operação do Terminal. O comércio exterior brasileiro depende majoritariamente do transporte marítimo: 97,2% do volume exportado e importado pelo país passa por portos, segundo a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). Em 2025, os terminais brasileiros movimentaram 15,3 milhões de TEUs, volume 10,2% superior ao registrado no ano anterior.

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